Sou igual a você mas quanto mais te vejo menos quero me parecer, mais quero me diferenciar, só que acabo me assemelhando mais ainda. Não quero ser uma mãe como você foi um pai para mim, não é que tenha sido ruim, muito menos que eu não te ame, apenas nossos jeitos batem.
Suas palavras chegam ao meu ouvido como um murro no estômago, ninguém sabe o quanto me afeta, o quanto me adoece. Perco meu chão, sinto vontade de chorar, me sinto odiada. Mas eu também te odeio, pai. Te odeio por como você me trata. Talvez você tenha começado a me odiar quando percebeu que eu me parecia tanto com você, talvez você também se odeie e, talvez, eu me odeie por esse mesmo motivo.
Não tenho lembranças de você atendendo a algum pedido meu sem que eu insista muito, só para me ver feliz, não tenho lembranças de você me tratando com carinho nem quando eu mais precisei; Até nesses momentos eu sentia seu desprezo com meus sentimentos fazendo parecer menos importante, exagero ou frescura minha. Você sempre esta presente e diz que eu posso contar contigo, mas suas ações demonstram totalmente o oposto.
Acho que me apego demais à figura masculina porque sinto falta desse pai que me passe confiança em seus braços.
Apenas desabafo... Meu pai não é um monstro, nunca faz nada incorreto e sempre trata a todos de maneira impecável, mas sua forma de agir comigo me faz sentir pequena e insignificante.
Isso é algo que, por mais que eu tente, eu não consigo expressar nem para psicólogo nenhum, quando se trata de você eu me travo totalmente. É inexplicável.
Eu te amo pai.
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